Cílios e sobrancelhas em 2026: o que muda no olhar e como fazer escolhas mais inteligentes

 


Especialistas apontam maturidade do mercado, com foco em naturalidade, técnica e escolhas alinhadas ao comportamento do consumidor


Naturalidade, personalização e durabilidade devem guiar as tendências para cílios e sobrancelhas em 2026. O exagero dá lugar a escolhas mais técnicas e conscientes, num setor que se profissionaliza e responde a um consumidor mais informado.

A mudança, segundo especialistas, vem se desenhando desde a pandemia, quando a rotina de beleza passou a valorizar conforto, leveza e resultados compatíveis com o dia a dia. Agora, o foco se volta a procedimentos que aliam estética, saúde e comportamento.

Essa leitura é compartilhada por Thaís Giraldelli, estrategista da indústria da beleza e embaixadora do Grupo Vermonth, que atua com soluções para cílios e sobrancelhas. “Se eu tivesse que resumir 2026 em uma frase, seria: menos exagero, mais inteligência, mais sofisticação”, afirma Thaís.

Ajuste fino no lugar do excesso

Para Thaís Giraldelli, 2026 não representa uma ruptura, mas um ajuste fino. A técnica continua evoluindo, enquanto a estética se torna mais seletiva e exige leitura constante de comportamento, moda e estilo de vida. O foco deixa de estar apenas no impacto imediato e passa a considerar coerência e conforto ao longo do tempo.

Essa mudança aparece com clareza nas extensões de cílios. Técnicas como volume russo e mega volume, conhecidas pelo efeito denso e marcado, seguem disponíveis, mas deixam de ser a escolha padrão no dia a dia. Em seu lugar, cresce a busca por resultados mais leves e personalizados.

Na prática, isso significa abandonar a densidade uniforme e investir em mapas técnicos mais inteligentes, que são desenhos usados para definir onde cada fio é aplicado. Eles permitem transições suaves, definição precisa de curvatura e espessura, e um acabamento que valoriza o formato natural dos olhos.“O resultado fica mais leve e natural, mas exige ainda mais técnica”, explica Thaís.

Tons castanhos se consolidam como alternativa sofisticada

A transformação estética também passa pela cor. Fios marrons, castanhos claros e tons intermediários, que já vinham ganhando espaço nos últimos anos, se consolidam em 2026 como alternativas aos fios muito escuros.

No Brasil, esses tons costumam harmonizar melhor com pele e cabelo, mas pedem cuidado técnico. Segundo Thaís, algumas cores podem se destacar demais sob a luz natural quando não são bem escolhidas. A recomendação é trabalhar com variações próximas ao castanho natural, capazes de suavizar o visual sem evidenciar o procedimento.

Textura e conforto entram no centro da experiência

Outro ponto de atenção para 2026 está nos materiais usados nas extensões. A inovação recente no mercado internacional se concentra menos no efeito visual e mais na qualidade da fibra.

Cresce o uso de materiais com acabamento natural, toque leve e comportamento estável ao longo do tempo. Isso impacta diretamente a retenção — o tempo em que os fios permanecem bem fixados — e o conforto da cliente no dia a dia. “A profissional busca um fio que facilite a construção do trabalho, enquanto a cliente quer conforto e naturalidade. Esse encontro passa a ser decisivo”, avalia Thaís.

Retenção e saúde do fio se tornam critérios centrais

Em 2026, a cliente está mais informada: compara resultados, questiona sobre manutenção e se preocupa com a saúde dos fios naturais. A conversa deixa de girar apenas em torno do efeito imediato e passa a incluir segurança e durabilidade.

Nesse contexto, ganham importância protocolos bem definidos, cuidados com higiene, orientação correta de manutenção e o uso de produtos confiáveis. “Não se trata apenas de ficar bonito no dia, mas de permanecer bonito com segurança”, resume Thaís.

Essa mudança também é percebida no dia a dia do Grupo Vermonth. Segundo Ana Paula Giffoni, diretora do grupo, cresce a demanda por soluções que equilibrem estética, conforto e cuidado com o fio natural. “A cliente busca naturalidade, mas não abre mão de técnica e acabamento. O exagero deixa de ser regra; o valor passa a estar no resultado que dura e faz sentido para a rotina”, afirma.

Sobrancelhas seguem o mesmo caminho

Nas sobrancelhas, o movimento é semelhante. A estética de 2026 valoriza fios com aparência real, mas com direção, simetria e estrutura bem construídas. Técnicas como design de sobrancelhas, brow lamination — que organiza e direciona os fios — e tintura seguem em alta, mas com menos exagero visual.

A coloração prioriza profundidade e leveza, evitando contrastes excessivos. “O objetivo é um resultado elegante, com acabamento limpo e coerente com o rosto”, explica Thaís. Para ela, a tintura continua crescendo, mas com foco em tons naturais e na construção gradual de profundidade.


Gerações diferentes, escolhas diferentes no olhar

A coexistência entre estilos naturais e expressivos não é contraditória, mas reflexo de um público cada vez mais segmentado. O relatório Pinterest Predicts 2026, que analisa bilhões de buscas globais na plataforma, aponta que diferentes gerações demonstram interesse por linguagens visuais distintas — e simultâneas.

Enquanto públicos mais jovens, especialmente a geração Z, exploram estéticas experimentais, gráficas e identitárias, outras faixas etárias tendem a priorizar escolhas duráveis, personalizadas e alinhadas à rotina. O resultado é um cenário sem estética dominante, em que múltiplas referências convivem.

No universo de cílios e sobrancelhas, isso ajuda a explicar por que técnicas mais ousadas seguem relevantes, ao mesmo tempo em que cresce a demanda por resultados leves e sofisticados. Estilos como fox eyes (que alongam o olhar), anime lashes (com fios longos e espaçados), efeito cisne (que busca equilíbrio entre curvatura e sofisticação e é inspirado Inspirado na delicadeza e fluidez das asas de um cisne) e volumes voltados para impacto visual continuam presentes, sobretudo entre os mais jovens ou em ocasiões específicas.

“A diferença é que essas estéticas deixam de ser padrão e passam a ser escolha”, observa Ana Paula, executiva do Grupo Vermonth, que complementa: “O amadurecimento do mercado está em reconhecer que estilos diversos podem conviver, sem hierarquias fixas.”


Sobre o Grupo Vermonth:  Com 40 anos de atuação, a Vermonth é uma das principais distribuidoras e desenvolvedoras de produtos profissionais para cílios e sobrancelhas do Brasil. O grupo desenvolve a linha própria Master, voltada ao mercado nacional, e reúne marcas internacionais de referência — como Elite Premium, Neicha, Thuya, Apraise e Kinetics. Com presença em todo o território brasileiro, a Vermonth combina tecnologia, segurança regulatória e formação técnica para fortalecer o setor de beleza profissional.


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