Caixa Cultural recebe espetáculo sobre exaustão materna na semana do Dia Internacional das Mulheres

 

Texto contemporâneo, com direção de Luciana Navarro, “Não Me Chame de Mãe” traz a atriz Carolina Damião na pele de Elisa, mergulhada em um drama reconhecível para muitas mulheres; entrada é gratuita


No fim de semana do Dia Internacional das Mulheres (6 a 8 de março de 2026), o espetáculo "Não Me Chame de Mãe" ocupa a Caixa Cultural Curitiba com uma narrativa sensível e contundente: a história de uma mãe solo que conquista uma rara hora livre quando o genitor de sua filha cumpre, pela primeira vez, o horário estabelecido de convivência com a criança. Diante dessa pausa inesperada, Elisa (Carolina Damião) se vê frente a frente com a possibilidade de escolher o que fazer com o próprio tempo — resolver pendências acumuladas ao longo dos anos ou, simplesmente, descansar. O espetáculo, com apresentações gratuitas,  foi aprovado no edital de Circulação Paraná da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) – Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura – Governo Federal.


“Não Me Chame de Mãe” provoca, acolhe e desperta riso sem romantizar a maternidade. A obra dialoga diretamente com mulheres que reconhecem, em Elisa, diferentes camadas de suas próprias vivências — inclusive aquelas que não são mães. Essa identificação ganha força em um dos momentos mais marcantes da encenação, quando a personagem lança a pergunta: “Você já viu sua mãe descansando?”


A dramaturgia nasceu de um processo de escuta ampliada. O espetáculo foi desenvolvido ao longo de dois anos pela diretora Luciana Navarro e pela atriz Carolina Damião, ambas mães solo que, no período pós-pandemia, buscaram transformar em linguagem cênica experiências pessoais e coletivas que atravessavam seus cotidianos. As vivências individuais se somam às conversas que Carolina mantém com mais de 80 mil mulheres em suas redes sociais, onde circulam relatos reais de mães que tentam conciliar cuidado, trabalho, exaustão e autonomia.


“A gente queria se ver. E se ver no palco seria uma rebeldia, porque ninguém estava nos pedindo isso. Era o nosso próprio impulso poético de escrever nossas dores e nossos desejos. Queríamos romper esse isolamento. Transformamos o nosso silêncio acumulado em grito e acolhimento”, afirma a diretora Luciana Navarro. Segundo ela, o processo criativo foi marcado pela autonomia e pela construção coletiva entre mulheres que precisaram abrir seus próprios caminhos. “Tivemos que criar esse caminho juntas e sozinhas”, completa.


Já Carolina Damião conta: "Eu estava fora do mercado de trabalho, por fora do teatro, dos editais, de tudo, completamente imersa na pandemia e no puerpério, sozinha cuidando de uma criança muito pequena. Foi quando a Luciana me disse que eu precisava voltar para os palcos, que o meu trabalho na internet deveria se estender para o teatro, e a gente começou a compartilhar nossas histórias maternas e a criar o ‘Não me chame de mãe’.  Dos textos que eu escrevi, o que mais explicita esse meu processo de vida naquele momento da criação é a ‘História para dormir’, que é um poema, na qual a personagem termina dizendo: ‘e viveram invisíveis para sempre’, porque era justamente desse lugar que eu estava querendo sair.”


Elisa é uma personagem ficcional inserida nesse contexto de solidão e sobrecarga, mas carrega múltiplas vozes, reforçando a ideia de que essas mulheres não estão sozinhas. O espetáculo se constrói, assim, como um espaço de identificação, acolhimento e partilha.


"Não Me Chame de Mãe” estreou em Maringá (PR), em 2024, viabilizado pelo Prêmio Aniceto Matti, e agora percorre o estado por meio da Lei Aldir Blanc, ampliando o debate sobre saúde mental materna e sobre o papel da coletividade na sustentação da infância.


Após cada apresentação, o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa com a atriz, ampliando o espaço de escuta e troca sobre os temas abordados em cena.


Atividades paralelas gratuitas e abertas ao público:
• Ensaio aberto no dia 5 de março, das 14h30 às 17h
• Bate-papo sobre arte, maternidade e mercado de trabalho, no dia 4 de março, às 20h, com Letícia Costa (jornalista, mãe da Aurora e idealizadora do Kilombo das Mães Pretas), com captação em formato de podcast e acessibilidade em Libras)


Mais informações sobre essas ações estão disponíveis no Instagram @naomechamedemae.



SERVIÇO – CURITIBA

Espetáculo: Não Me Chame de Mãe
Formato: Monólogo teatral + roda de conversa
Classificação indicativa: 18 anos

Duração:
– Espetáculo: 60 minutos
– Roda de conversa: 30 minutos

Local: Caixa Cultural Curitiba
Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro

Datas e horários:
– 06 de março (sexta-feira) – 20h
– 07 de março (sábado) – 20h
– 08 de março (domingo) – 19h

Entrada gratuita
Retirada de ingressos no local.

Acessibilidade: sessão com Libras no dia 08


FICHA TÉCNICA – CURITIBA

Direção Artística - Luciana Navarro @gloz.artes

Elenco - Carolina Damião @carolina_damiao_

Intérprete de Libras - Dani Marrie - Fluindo Libras @dani_marrie @fluindolibras

Dramaturgia - Carolina Damião e Luciana Navarro 

Trilhas Originais - Natália Gimenes @nategimenes

Técnico de som - Chá di Lirian @chadilirian

Técnica de Luz - Fábia Regina @fabia_rguimaraes

Concepção de cenário e figurino - Luciana Navarro

Assistência e produção de cenário e figurino - Carolina Damião

Preparação Vocal - Ariadine Gomes @ariadinegomescanta

Vozes - Carolina Damião e Luciana Navarro

Artista Local - bate-papo Arte e Maternidade - Letícia Costa @leticiiacosta

Assessoria de Imprensa - Ana Paula Brandão, Madá Criativa @madacriativa.com.br

Apoio Local Imprensa - Dani Brito Bureau de Comunicação @danibritocwb

Designer gráfico e social mídia - Fernando Souza, Maringaense Cultural @maringaensecultural

Fotos e vídeos divulgação - Max Miranda, Fenda Filmes @maaxmiranda @fenda.art.br

Fotos acervo Carolina Damião e Luciana Navarro - Polly Polsaque @polsaque

Vídeo, registro - Guilherme de Souza, Duo Rec @gui.cisma

Fotografia, registro  - DANICARV @danicarv_

Distribuição de cartazes  - Pretha Almeida @owpre___ 

Produção fonográfica e captação para podcast - Chá di Lirian @chadilirian

Produção - Horla Produção e Arte

Coordenação de Produção - Carolina Damião

Produção Executiva - Isadora Cecília @isadorayalode

Produção e mobilização - Carolina Mariano @marolina.c

Produção Local - Pretha Almeida @owpre___ 

Jurídico - Natália Ferruzzi @natferruzzi



PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA, MINISTÉRIO DA CULTURA – GOVERNO FEDERAL.



CONTATOS E REDES

Instagram da artista: @carolina_damiao_
Instagram do projeto: @naomechamedemae
Instagram da diretora: @gloz.artes
Site: www.carolinadamiao.com.br

Comments