Com maior fluxo nas estradas, o feriado aumenta a vulnerabilidade do transporte rodoviário.
O aumento do fluxo nas rodovias durante o Carnaval coloca o roubo de cargas no centro das preocupações do setor logístico. Embora a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tenha registrado queda de 7,5% nos acidentes nas estradas federais no feriado de 2025, na comparação com 2024, o avanço das ocorrências criminais no país sustenta um cenário de alerta.
Dados do Ministério da Justiça mostram que, em média, 26 caminhões com carga são roubados por dia no Brasil, mais de 1.500 casos em apenas dois meses. Em 2024, foram contabilizados mais de 10 mil roubos. No primeiro semestre de 2025, as ocorrências cresceram quase 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No contexto do Carnaval, período marcado por maior circulação de veículos leves e pesados, caminhões estiveram envolvidos em cerca de 20% dos acidentes registrados nas rodovias federais no último ano, segundo a PRF. O dado reforça a exposição do transporte de cargas em momentos de tráfego intensificado, sobretudo para veículos que transportam produtos de maior valor agregado.
Rio de Janeiro e São Paulo concentram a maior incidência de roubos. Nota Técnica da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgada em 11 de fevereiro, estima que o roubo de cargas causou prejuízo de R$ 314 milhões ao Estado do Rio de Janeiro em 2025, com média de oito caminhões roubados por dia. Quadrilhas têm priorizado cargas de alto valor, alimentos e bebidas, e ampliado o uso de bloqueadores de sinal para dificultar o rastreamento.
Quanto maior o movimento maior o risco
Levantamento da Tecnorisk, empresa especializada em gerenciamento de risco no Brasil e Mercosul, indica que, após três Carnavais sem registros (2020, 2021 e 2022), houve um caso em 2023 (roubo) e um em 2024 (acidente) nos transportes monitorados pela empresa. Em 2025, foram três ocorrências — um furto, um roubo e um acidente — alta de 200% ante o ano anterior. Apesar do número absoluto reduzido, a variação evidencia a sensibilidade do período.
Para Tatiane Bueno, CEO da Tecnorisk, a sazonalidade exige planejamento. “O Carnaval amplia o fluxo nas rodovias e, consequentemente, a exposição das cargas. A gestão de risco precisa ser planejada com antecedência, com uso de tecnologia, análise de rotas e protocolos claros de resposta”, afirma. Para ela é fundamental contar com o apoio de uma gerenciadora de risco para evitar sinistros e roubos. .
Tecnorisk dá dicas de como reduzir riscos de acidentes e roubos durante o Carnaval
- Planejar rotas e evitar áreas com maior incidência de ocorrências
- Utilizar rastreamento ativo e sistemas antifurto atualizados
- Programar paradas apenas em locais seguros e monitorados
- Manter comunicação constante com a central de monitoramento
- Variar horários e trajetos para reduzir previsibilidade
- Realizar manutenção preventiva antes das viagens
Sobre a Tecnorisk
Com 25 anos de atuação, a Tecnorisk se destaca como referência em gerenciamento de riscos para o transporte rodoviário no Brasil e no Mercosul. A empresa atende mais de 1.500 clientes em diversos setores e oferece soluções personalizadas que reduzem a sinistralidade, garantem a segurança operacional e cumprem as exigências das apólices de seguro.
Seu portfólio inclui análises cadastrais detalhadas, monitoramento em tempo real e tecnologias avançadas voltadas à gestão de riscos. Entre os principais recursos estão a torre de controle customizada, que integra logística e segurança, o aplicativo Rastec, o controle de jornada e programas exclusivos de gerenciamento, todos com suporte de gestores de contas dedicados.
Combinando inovação e atendimento especializado, a Tecnorisk é uma parceira estratégica do transporte de cargas, promovendo eficiência e segurança em toda a cadeia logística.

Comments
Post a Comment