Carnaval pede atenção à saúde: médico alerta para dengue, viroses e ISTs


Calor, chuvas e aglomerações aumentam riscos durante a folia; infectologista da Unimed Curitiba orienta como se proteger

O Carnaval é a maior festa popular do país e, para curtir a folia com segurança, é fundamental ter atenção à saúde. Calor intenso, chuvas de verão, viagens e grandes aglomerações favorecem a transmissão de doenças comuns nesta época do ano. De acordo com o infectologista Moacir Pires Ramos, médico cooperado da Unimed Curitiba, atitudes simples de prevenção fazem diferença antes, durante e após os dias de festa.

Dengue, Zika e Chikungunya

É preciso estar atento às regiões com maior circulação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre janeiro e a primeira semana de fevereiro, o Paraná confirmou 198 casos da doença. As cidades da Região Metropolitana de Curitiba e Ponta Grossa concentram a maior parte dos casos suspeitos de dengue.

Os principais sintomas incluem febre alta de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo e atrás dos olhos, além do aparecimento de manchas vermelhas na pele. Em casos mais graves, podem ocorrer sangramentos e dor abdominal intensa. “Ao primeiro sinal de febre associada a dores no corpo, a orientação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação”, alerta o infectologista.

Para prevenir a dengue, elimine recipientes com água parada em casas e locais de hospedagem. Utilize repelente diariamente, reaplicando conforme orientação do fabricante, e use roupas que cubram braços e pernas, principalmente em áreas com alta incidência da doença e em horários em que o mosquito transmissor é mais ativo (pela manhã e ao entardecer).

Viroses: cuidado com água, alimentos e aglomerações

O verão também favorece a circulação de viroses gastrointestinais e respiratórias, comuns em períodos de grande concentração de pessoas. A ingestão de água ou alimentos contaminados pode causar diarreia, vômitos, náuseas e febre.

Para reduzir os riscos, o infectologista recomenda consumir apenas água potável, evitar gelo de procedência desconhecida e dar preferência a alimentos bem cozidos e armazenados adequadamente. A higiene frequente das mãos continua sendo uma das medidas mais eficazes de prevenção.

Em grandes aglomerações, a circulação de vírus respiratórios aumenta. A recomendação é manter a vacinação contra gripe e COVID-19 atualizada, higienizar as mãos com frequência, evitar tocar olhos, nariz e boca e priorizar ambientes ventilados sempre que possível.

ISTs: prevenção deve fazer parte da folia

O Carnaval também costuma estar associado ao aumento de relações sexuais ocasionais, o que eleva o risco de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, HIV e gonorreia, e infecções, como as hepatites virais.

“O uso do preservativo, masculino ou feminino, é indispensável em todas as relações sexuais. Ele protege não só durante o Carnaval, mas o ano inteiro”, reforça o especialista.

Além do uso do preservativo, outras estratégias de prevenção combinadas ajudam a reduzir o risco. A profilaxia pré-exposição (PrEP) é indicada para pessoas com maior vulnerabilidade ao HIV e consiste no uso diário de medicamentos antirretrovirais antes da relação sexual, com alta eficácia na prevenção do vírus.

Já a profilaxia pós-exposição (PEP) pode ser utilizada em situações de risco, como relações sem preservativo ou rompimento da camisinha, devendo ser iniciada em até 72 horas após a exposição.

Pós-Carnaval: atenção aos sintomas persistentes

Após dias intensos de festa, muitas pessoas relatam cansaço extremo, dores no corpo e sintomas gripais, quadro popularmente conhecido como “carnavalite”. Embora geralmente leve, o médico orienta atenção caso haja febre persistente, prostração ou piora do estado geral. Descanso, hidratação e alimentação equilibrada ajudam na recuperação.

“A ‘carnavalite’ não é um diagnóstico formal, mas representa um conjunto de sintomas decorrentes de privação de sono, desidratação, consumo inadequado de alimentos e maior exposição a agentes infecciosos. Quando há febre persistente, prostração importante ou piora progressiva do quadro, é fundamental investigar causas infecciosas e não atribuir os sintomas apenas ao desgaste da folia”, explica Moacir Pires Ramos. Para aproveitar o Carnaval com saúde, o infectologista da Unimed Curitiba recomenda:

– Manter hidratação adequada;

– Redobrar cuidados com alimentação e higiene;

– Usar repelente e eliminar focos do mosquito da dengue;

– Utilizar preservativos em todas as relações sexuais;

– Procurar atendimento médico diante de qualquer sintoma suspeito.

Sobre a Unimed Curitiba

Maior operadora de planos de saúde do Paraná, com quase 45% do mercado de acordo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Unimed Curitiba está entre as maiores singulares do Sistema Unimed. Com quase 55 anos de atuação, reúne mais de 5 mil médicos cooperados ativos, 2 mil colaboradores e 665 mil clientes em Curitiba e outros 24 municípios da região metropolitana. Sua rede credenciada é composta por quase 370 prestadores, entre clínicas, hospitais e unidades laboratoriais, das quais 24 são próprias (Unimed Laboratório). Além da sede administrativa localizada no Tarumã, possui unidades assistenciais, o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, o pronto atendimento em Araucária e o Espaço Saúde.

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