Festas infantis resgatam brincadeiras longe das telas e impulsionam busca por recreação personalizada
Procura por recreação infantil em festas cresceu 60% na UniDanitê nos quatro primeiros meses de 2026, refletindo movimento de famílias em busca de experiências mais afetivas e interativas
Em meio ao avanço das telas no cotidiano das crianças, festas infantis começam a resgatar um modelo mais próximo das brincadeiras tradicionais, com recreação ativa, interação social e experiências que estimulam criatividade, imaginação e autonomia. O movimento já reflete diretamente no mercado: nos quatro primeiros meses de 2026, a procura por esse serviço para festas cresceu 60% na UniDanitê, empresa especializada em recreação infantil e desenvolvimento infantil desde 2012.
A marca, que ao longo de mais de 13 anos se consolidou na recreação infantil em festas, eventos e experiências voltadas ao brincar afetivo, percebe uma mudança no comportamento das famílias. Segundo a psicopedagoga e fundadora da empresa, Daniele Lacerda Poploski, os pais passaram a buscar comemorações mais participativas e menos centradas em telas.
“Existe uma valorização cada vez maior de experiências em que as crianças brincam de verdade, interagem, criam vínculos e saem um pouco do ambiente digital. As famílias querem festas mais vividas pelas crianças, e não apenas festas para fotografar”, afirma.
Mais do que entretenimento, o brincar volta a ocupar um papel central no desenvolvimento infantil, inclusive durante as comemorações. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria alertam que o uso excessivo de telas na infância pode impactar sono, concentração, socialização e desenvolvimento emocional, especialmente nos primeiros anos de vida.
Segundo Daniele, a recreação atual vai muito além de ocupar o tempo das crianças durante a festa. “Hoje pensamos cada atividade conforme a faixa etária, perfil do grupo e dinâmica do evento. A recreação também trabalha autoestima, criatividade, autonomia e convivência social”, destaca.
Entre as atividades mais procuradas estão oficinas criativas, brincadeiras guiadas, experiências sensoriais, caça ao tesouro, desafios em grupo e camarins temáticos, como cabelo maluco, pintura facial, esmaltação infantil e spa lúdico. Tudo é planejado de forma personalizada para cada grupo de crianças.
A especialista explica que as festas também passaram a valorizar novamente brincadeiras clássicas e momentos de interação coletiva. “Muitas famílias querem resgatar justamente aquilo que marcou a própria infância: crianças correndo, brincando juntas, criando histórias e vivendo experiências reais. Existe um olhar muito mais atento hoje para o impacto do brincar no desenvolvimento infantil”, afirma.
Na UniDanitê BrincaLab, espaço da marca no shopping Pátio Batel, a proposta ganhou também um endereço físico. O local funciona diariamente como área de recreação infantil por hora e, ao mesmo tempo, recebe festas personalizadas com oficinas, brincadeiras guiadas e atividades voltadas ao desenvolvimento e à interação social das crianças.
“A infância precisa de experiências concretas, imaginação e convivência. O brincar ajuda diretamente no desenvolvimento emocional, cognitivo e social. Quando a festa cria esse ambiente acolhedor e participativo, ela deixa de ser apenas uma comemoração e se transforma em uma experiência afetiva para toda a família”, finaliza Daniele.

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