Suplementos alimentares exigem atenção e orientação profissional


Produtos podem ser aliados em situações específicas, mas não substituem alimentação equilibrada

O mercado de suplementos alimentares vive momento de expansão. Estudo recente do Future Market Insights (FMI), mostrou que, atrás de Índia e China, o Brasil é o terceiro país com maior expansão da demanda por suplementos. Os dados revelam ainda que entre 2026 e 2036, o país terá crescimento de 9,5% no segmento. 

Impulsionados pela busca por mais desempenho físico, imunidade, energia e equilíbrio nutricional, suplementos como whey protein (proteína do soro do leite), creatina, vitaminas e minerais, ômega-3, colágeno, probióticos, barras proteicas e energéticos vêm conquistando cada vez mais espaço na rotina dos consumidores.

“Apesar da popularidade, é importante lembrar que eles não substituem refeições, nem devem ser utilizados como tratamento de doenças sem acompanhamento profissional. Em muitos casos, uma alimentação equilibrada já é suficiente para fornecer os nutrientes necessários ao organismo”, diz Gabriela Kramer, endocrinologista e médica cooperada da Unimed Curitiba. 

Indicação médica

A suplementação alimentar é recomendada quando há dificuldade em atingir as necessidades nutricionais pela alimentação. Pessoas com deficiência de vitaminas ou minerais, gestantes e pessoas com idade acima de 60 anos ou com fibrose cística e outras condições específicas muitas vezes dependem de suplementação.

“A utilização indiscriminada desses produtos por influência de redes sociais, recomendações de conhecidos ou promessas de resultados rápidos pode trazer complicações para a saúde”, alerta a médica. 

Os principais riscos são a sobrecarga do fígado e dos rins, alterações gastrointestinais, interações com medicamentos, alterações hormonais, aumento da pressão arterial e problemas cardíacos. 

Alguns sintomas podem indicar excesso, uso inadequado ou intolerância a suplementos alimentares, como náuseas ou desconforto gastrointestinal, dor abdominal, dor de cabeça frequente, alterações intestinais, insônia ou agitação, palpitações, alterações na pele e fraqueza ou mal-estar persistente. 

“Cada organismo tem necessidades específicas e o acompanhamento profissional garante segurança e melhores resultados. É importante desconfiar de promessas exageradas, como emagrecimento rápido, ganho imediato de massa muscular ou resultados milagrosos”, defende a médica.

Ao invés de optar pela suplementação, a especialista recomenda iniciar a ingestão de carnes magras, ovos, peixes, leite e seus derivados como fonte de proteína e cálcio. “Frutas, verduras e legumes são ótimas opções ricas em fibras e vitaminas”, explica.

A médica lembra ainda que quanto mais variedade, melhor. “A diversidade é mais importante do que a quantidade. E não esqueçam de que a melhor e mais saudável fonte de hidratação é a boa água”, finaliza.

Sobre a Unimed Curitiba 

Maior operadora de planos de saúde do Paraná, com quase 45% do mercado de acordo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Unimed Curitiba está entre as maiores singulares do Sistema Unimed. Com quase 55 anos de atuação, reúne mais de 5 mil médicos cooperados ativos, 2 mil colaboradores e 665 mil clientes em Curitiba e outros 24 municípios da região metropolitana. Sua rede credenciada é composta por quase 370 prestadores, entre clínicas, hospitais e unidades laboratoriais, das quais 24 são próprias (Unimed Laboratório). Além da sede administrativa localizada no Tarumã, possui unidades assistenciais, o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, o pronto atendimento em Araucária e o Espaço Saúde. 

Saiba mais em www.unimedcuritiba.com.br ou acesse as redes da cooperativa no Facebook, Instagram, LinkedIn, YouTube, Spotify e TikTok. 

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