Sangramentos
fora do período menstrual, dor persistente e alterações pélvicas podem indicar
doenças que, quando diagnosticadas precocemente, apresentam maiores chances de
tratamento
Nem
toda alteração ginecológica significa câncer. Mas quando o corpo muda seu
padrão e esses sinais persistem, investigar é um cuidado que pode salvar vidas.
Sangramentos fora do período menstrual, dor durante as relações sexuais,
inchaço abdominal frequente ou alterações urinárias são sintomas que muitas
mulheres costumam atribuir ao estresse, à menopausa ou a problemas hormonais.
Em alguns casos, porém, eles podem indicar um câncer ginecológico.
Os
tumores que acometem o colo do útero, ovários, endométrio, vulva e vagina
representam um importante desafio para a saúde feminina. Segundo o Instituto
Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 17.010 novos
casos de câncer do colo do útero por ano, tornando-o o terceiro tumor mais
frequente entre as mulheres, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Já
o câncer de ovário, considerado um dos mais silenciosos, deve responder por
aproximadamente 7.310 novos casos anuais, enquanto o câncer de corpo do útero
(endométrio) tem estimativa de cerca de 7.840 novos casos por ano. Esses
números reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Para
o oncologista clínico do IOP - Instituto de Oncologia do Paraná, Dr. João
Soares Nunes, um dos maiores desafios é justamente o fato de muitos desses
tumores apresentarem sintomas discretos nas fases iniciais. "As mulheres
conhecem bem o próprio corpo e costumam perceber quando algo está diferente. O
problema é que, muitas vezes, elas adiam a consulta acreditando que os sintomas
irão desaparecer. No câncer ginecológico, essa espera pode fazer diferença no
estágio da doença no momento do diagnóstico."
Nem
todo câncer ginecológico pode ser prevenido, mas muitos podem ser detectados
cedo
Entre
todos os tumores ginecológicos, o câncer do colo do útero é um dos que
apresentam maior potencial de prevenção. A vacinação contra o HPV, disponível
gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), associada à realização
periódica do exame preventivo (Papanicolau), permite identificar lesões antes
mesmo que elas se transformem em câncer.
Já
o câncer de endométrio costuma apresentar um sinal importante logo no início: o
sangramento vaginal anormal, principalmente após a menopausa. O câncer de
ovário, por sua vez, é conhecido por evoluir de forma silenciosa e
frequentemente se manifesta por sintomas inespecíficos, como sensação de
estômago cheio, aumento do volume abdominal, desconforto pélvico e alterações
intestinais. "Não existe um exame único capaz de rastrear todos os
cânceres ginecológicos. Por isso, consultas regulares com o ginecologista e
atenção aos sinais do corpo continuam sendo as melhores estratégias para
identificar alterações precocemente", explica o especialista.
Cuidado
contínuo faz diferença
Além
das consultas ginecológicas periódicas, manter hábitos saudáveis, controlar o
peso, praticar atividade física, evitar o tabagismo e aderir à vacinação contra
o HPV fazem parte das medidas capazes de reduzir o risco de alguns desses
tumores.
O
risco genético também merece atenção.
Embora a maioria dos casos ocorra de forma esporádica, parte dos cânceres de
ovário e endométrio está relacionada a alterações hereditárias. Mulheres
diagnosticadas em idade mais jovem ou com histórico familiar de vários casos de
câncer devem ser avaliadas quanto à necessidade de investigação genética.
Nesses cenários, a pesquisa de mutações nos genes BRCA1, BRCA2 e daqueles
associados à Síndrome de Lynch pode ser fundamental para orientar o tratamento,
definir estratégias de prevenção e identificar familiares que também possam se
beneficiar de acompanhamento especializado.
Mais
do que procurar assistência apenas diante de sintomas, é fundamental manter um
acompanhamento médico regular. "A prevenção vai muito além dos exames. Ela
passa pelo conhecimento do próprio corpo, pela vacinação, pelo acompanhamento
regular e pela busca de atendimento sempre que houver qualquer alteração
persistente. Além disso, quando existe um histórico familiar sugestivo, a
avaliação genética pode ser decisiva para orientar o cuidado não apenas da
paciente, mas também de seus familiares. Quanto mais cedo conseguimos
diagnosticar um câncer ginecológico, maiores são as chances de tratamento com
melhores resultados e preservação da qualidade de vida", conclui o
oncologista clínico do IOP, Dr. João Soares Nunes.
Mais
do que um tema relacionado à saúde da mulher, o câncer ginecológico reforça a
importância do autocuidado ao longo de toda a vida. Observar os sinais do
corpo, manter o acompanhamento ginecológico em dia e não normalizar sintomas
persistentes são atitudes que podem fazer toda a diferença.
Sobre o Grupo Med4U:
A
Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor
da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e
profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP
(Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a
Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em
Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada
em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um
grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em
saúde.
O
IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 31 anos de atuação em 2026,
continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em
Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança
com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a
parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica
no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP
também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no
Paraná (ONA 3).
O
IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta
e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem,
Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como
cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado
mais completo e humanizado.
Para
mais informações ou para agendar sua consulta, acesse nosso site:
https://iop.com.br
IOP:
Há 31 anos cultivando histórias, cuidando de pessoas.
Mais
informações:
Mateus
Leme
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(41)
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3087-7600

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